TRIBUNAL IMPLACÁVEL

Quem absolve políticos são as urnas...

O ex-governador, Marconi Perillo, é a prova real de que nenhum “Supremo” é maior do que as urnas e o veredito popular

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Sonhando se reencontrar com o passado, ex-governador chamou imprensa, mostrou papeis, reforçou discurso, mas ainda falta convencer o povo.

Na última década, o Brasil viveu os maiores escândalos de corrupção da sua história. Claro que este é um problema crônico na política brasileira e não começou nos últimos anos, mas é fato que as discussões em torno do tema e os seus desdobramentos aumentaram muito com o “mensalão”,  “petrolão”, “rachadinhas” e outros escândalos.

Neste mar de denúncias, operações e sentenças, vira e mexe aparece um político acusado de corrupção mostrando papeis e mais papeis que, no âmbito jurídico, os favorecem. Acontece que, para os políticos, o seu tribunal superior são as urnas, e não qualquer sala de fórum ou delegacias.

Para estes representantes públicos, o arquivamento de um processo na justiça não é mais relevante do que arquivá-lo na mente do eleitor. Aliás, muitos políticos já foram inocentados pela justiça e permanecem como “ladrões” para o povo, e o contrário também acontece.

Em paralelo, muitos nunca foram absolvidos pelos seus atos criminosos, mas já foram perdoados pelas urnas. O caso, desta semana, envolvendo o ex-governador, Marconi Perillo, é a prova real de que nenhum “supremo” é maior do que as urnas.

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Perillo chamou a imprensa e mostrou papeis de arquivamento de vários processos que respondia na justiça. Isto não é uma grande novidade neste caso, pois em outras ocasiões ele já o havia feito. O problema é que, para a grande maioria dos cidadãos goianos, ele é culpado, não importa o que diga ou mostre.

Evidente que apresentar um papel assinado pelo doutor fulano, ou pelo órgão ciclano, é uma boa estratégia para limpar a barra e pode sim ajudar a convencer muitos. Mas não é o caso do ex-governador, que nas duas últimas eleições disputadas recebeu da população goiana, pelas urnas, um sonoro grito de “culpado”.

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Extraordinário

Durante sessão, cachorro urina no plenário da Alego

Enquanto o animal se aliviava no carpete, criando um complexo problema para o pessoal da limpeza, petista e bolsonarista batiam boca

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Quem viu a cena ironizou que talvez fosse um protesto do animalzinho diante do que via em plenário.

Um cachorro vira-lata conseguiu vencer as restrições de entrada e exigências formais para se ter acesso às poltronas laterais do plenário da Assembleia Legislativa de Goiás – Alego e talvez tenha decidido ‘protestar’ em relação ao que via no palco legislativo urinando no local. A situação inusitada ocorreu na tarde desta quarta-feira (18), durante a sessão.

Enquanto o animal se aliviava no carpete, criando um complexo problema para o pessoal da limpeza, o petista Mauro Rubem (PT) e o bolsonarista Amauri Ribeiro (UB), como já tinha sido semana passada quando quase foram às vias de fato, novamente batiam boca no parlamento.

QUE CACHORRADA!

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