O tão esperado debate entre os deputados federais, José Nelto (PP), vice-líder de Lula (PT) na Câmara, e o reconhecido bolsonarista, Gustavo Gayer (PL), no PROGRAMA PAPO DE GARAGEM, na noite de segunda-feira (3) teve tudo que a sedenta plateia das redes sociais aguardava: polêmica de sobra e cenas pra repercutir no mundo virtual por várias semanas.
Em um dos momentos mais marcantes do duelo, o veterano do embate, com mais de 40 anos de vida pública, levantou-se e foi até a bancada beijar o rosto de um dos entrevistadores, que é negro. A partir disso, Nelto relembrou o episódio recente onde Gayer participou de uma entrevista e, segundo ele, ‘criticou’ o QI – Quociente de Inteligência de africanos.
O bolsonarista explicou que, na verdade, falava sobre os riscos para a democracia de ter uma população com desenvolvimento intelectual baixo, o que facilita a imposição de ditaduras como as que ocorrem na África. O deputado argumentou que, além do acesso a uma boa educação, a alimentação com bom valor nutricional é fundamental para desenvolvimento cognitivo.
Foi nesse momento que um dos entrevistadores do programa “Três Irmãos Podcast” citou que algumas espécies de macacos já tiveram registrados QI de 90, enquanto muitos africanos estariam abaixo de 80, sendo reforçado posteriormente por nova fala de Gayer. O trecho, entretanto, foi usado pela esquerda para apontar eventual racismo da parte do bolsonarista.
Voltando à Garagem…
Nelto poderia sim, dentro do espaço político que está atualmente posicionado, criticar a abordagem e eventual falta de sensibilidade de Gayer para abordar o tema, mas com o beijo acabou fazendo a demagogia falar mais alto. E, mais do que isso, faltou tato para identificar que a atitude rememora fatos históricos que não atribuem ao beijo uma função verdadeira e positiva.
Basta lembrar o famoso ‘beijo na Times Square’ (veja abaixo), em Nova York (EUA), em um ato pelo fim da 2ª Guerra Mundial, mas que após a imagem circular pelo mundo comum ato de amor descobriu-se que o personagem em questão agarrou a mulher e, sem o seu consentimento, lhe beijou, o que nos dias atuais certamente lhe renderia prisão imediata. 
Cita-se ainda o mais famoso beijo público já dado, o que recebeu Jesus Cristo de Judas, que se eternizou como símbolo maior da traição em virtude de ter resultado na crucificação e morte do Filho de Deus.

CLIQUE AQUI e veja, na íntegra, o efervescente debate entre Nelto e Gayer.