Principal articulador político do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (REPUBLICANOS), o secretário de Governo e ex-deputado federal, Jovair Arantes (REPUBLICANOS), não esconde de ninguém que tomou as rédeas do assunto e acompanhará de perto o desenrolar da Comissão Especial de Inquérito – CEI da COMURG, no parlamento municipal.
A linha de defesa adotada já ficou aparente: descolar completamente a responsabilização do prefeito sobre qualquer tipo de uso equivocado de recursos públicos na empresa de economia mista.
“A Prefeitura não tem envolvimento e eu acredito que não tenha. A gente tem toda a certeza que o trabalho que está sendo feito é sério. A forma do pedido dessa CEI é com relação a um repasse da Comurg ao Imas e essas coisas vão ser tratadas na CEI”, pontua Jovair.
Para o secretário não há dúvida sobre a inocência do prefeito. “O Rogério não está sendo acusado de nada e eu tenho certeza que não será, até porque ele não administra a Comurg”, disse em entrevista ao site Diário de Goiás.
Arantes, todavia, nega que tenha havido ‘interferência’ do Município nos trabalhos legislativos. “Ajudamos no processo na formação dos blocos de base da Prefeitura”, explica. l.
Jovair garante que mesmo diante da situação sensível que o Executivo Municipal passa a enfrentar na Câmara de Vereadores, não há uma crise instalada.
“Ontem [quinta-feira] mesmo tivemos uma reunião proveitosa no fim da tarde e conversamos sobre todas as questões técnicas e jurídicas”, destacou, na última sexta-feira (17).
O veterano afirma que entende que os vereadores conduzam o trabalho dentro do “papel” que lhes cabe, visando suas respectivas eleições. Entretanto, sinaliza que está de olho e fará pontuações.
“É um papel deles e nosso também. Vamos acompanhar isso de forma próxima. Vamos dar sugestões pela experiência que temos e pela necessidade e legalidade que possa intervir”, finalizou.
Como ressaltou Jovair, o objetivo da CEI será o de apurar irregularidades na administração e dívidas da Companhia Municipal de Urbanização (Comurg).
As denúncias dão conta de desfalques com o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS), Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e fornecedores.