O MDB, partido que conta com 117 mil filiados em Goiás, tenta se recuperar do declínio histórico de 2020 nas eleições municipais e já se arma com novos nomes buscando recuperar a glória de outrora no pleito de 2024.
A sigla saiu de um universo de 55 prefeitos eleitos, em 2012, para uma queda expressiva em 2016, onde fez só 43 gestores municipais e o ápice da má fase, até agora, aconteceu no último pleito, onde ‘apenas’ 30 nomes foram eleitos pela legenda.
O destino ainda fez com que a cobiçada Prefeitura de Goiânia, conquistada após vitória de Maguito Vilela (MDB), caísse no colo do REPUBLICANOS com a morte do titular da chapa, em decorrência da COVID-19, nos primeiros dias do mandato, em 2021.
No início de 2023, desembarcaram no partido os prefeitos Kleber Marra, de Caldas Novas, que deixou o REPUBLICANOS, Kelton Pinheiro, de Bonfinópolis, que saiu do CIDADANIA, e o Major Eldecírio da Silva, comandante de São Luís de Montes Belos, ex-PDT.
Os emedebistas, com isso, totalizam atualmente 31 das 246 prefeituras do estado, uma a mais do que o cenário pós-eleição, onde os números fechados apontavam para três dezenas de prefeitos eleitos.
O comando do partido é do vice-governador, Daniel Vilela, filho de Maguito, que tem a árdua tarefa de reconstruir a sigla após a partida do pai e do histórico ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende, também falecido em 2021.
Cenário
Os partidos com mais prefeitos no estado são o União Brasil, do atual governador, Ronaldo Caiado, e o PP do seu aliado e ex-ministro, Alexandre Baldy, que figuram no simbólico número de 100 municípios comandados pelas duas siglas juntas.
Recentemente, em Brasília, avançou a possibilidade de Federalização entre PP e UB, o que criaria um superpartido em Goiás. Todavia, por conflitos de interesses em estados, a composição, por ora, ‘subiu no telhado’.