AFASTAMENTO REVOGADO

CNJ devolve cargo a desembargador que defendeu fim da PM

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O  Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu reverter a suspensão do cargo do juiz Adriano Roberto Linhares Camargo, que havia sido afastado após fazer comentários polêmicos sobre a Polícia Militar durante um julgamento. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (9) foi proferida pelo Ministro e Corregedor Luís Felipe Salomão.

Salomão enfatizou que, embora os comentários do juiz tenham sido imprudentes ou infelizes, eles não constituem uma ofensa direta à instituição.

“Além disso, a declaração feita pelo juiz não representa uma ameaça ou risco ao exercício contínuo da jurisdição, de forma que a sua permanência no cargo e funções não parece prejudicar o andamento de possíveis procedimentos disciplinares”, observou.

O Ministro destacou que a independência funcional do magistrado é um pilar do Estado Democrático de Direito, “assim como o livre convencimento motivado, com os magistrados necessitando fundamentar suas decisões com base na análise do caso específico e das provas apresentadas, respeitando os limites constitucionais”.

O juiz Camargo havia sido temporariamente afastado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) depois de receber duras críticas do governador do estado, Ronaldo Caiado. A suspensão foi decidida durante uma sessão extraordinária, com 18 votos a favor e 3 contra no Conselho Especial.

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Os comentários do juiz ganharam ampla repercussão nas redes sociais na semana anterior, quando ele sugeriu a extinção da Polícia Militar. “Na minha opinião, precisamos acabar com a PM e adotar uma abordagem diferente nas áreas de investigação e repressão ao crime. A PM deve servir como uma reserva técnica do exército para enfrentar inimigos”, declarou, deixando claro que se tratava de uma opinião pessoal.

O governador Caiado classificou os comentários do juiz como “agressivos” e os comparou a um “crime grave” contra a instituição.

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Vivian lidera sessão e concede honraria a pastores evangélicos de Goiás

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A exemplo do que já havia feito em 2023, a deputada estadual, Vivian Naves (PP), aprovou sessão solene extraordinária na Assembleia Legislativa de Goiás – ALEGO para homenagear dezenas de pastores e pastoras com relevantes serviços prestados no estado. O evento, ocorrido nesta segunda-feira (30), entregou o Certificado do Mérito Legislativo a 60 líderes religiosos.

Em sua fala, a deputada ressaltou que todo o esforço que o Poder Público fizer em prol de reconhecer o trabalho das instituições religiosas para a sociedade ainda lhe parecerá pouco. Vivian reforçou que nada melhor do que em um espaço democrático como é da ALEGO para eternizar o nome de vários homens e mulheres de Deus que entregam suas vidas para cuidar do próximo.

“Os pastores são, antes de tudo, líderes espirituais, guiando com amor, sabedoria e dedicação os fiéis que buscam refúgio e orientação em suas palavras e exemplos. Mas não apenas isso. Sabemos que, além de pastores, muitos de vocês são também conselheiros, amigos, pais e mães espirituais, que oferecem conforto em tempos de dor e esperança em momentos de dificuldade”, enfatizou a parlamentar.

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Vivian valorizou as profundas raízes cristãs do estado de Goiás e analisou que agora, mais do que qualquer outro momento recente, os desafios sociais e morais que se impõem às famílias têm ressaltado ainda mais a importância da orientação da palavra de Deus, sendo os pregadores do evangelho as vozes firmes que estruturam a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.

“As pregações de muitos que aqui estão ultrapassam as paredes das igrejas, transformando lares, comunidades e cidades inteiras, promovendo o bem-estar espiritual e social de nosso povo. Esta homenagem não é apenas um gesto simbólico, mas um reconhecimento real e merecido de todos os esforços e sacrifícios feitos por vocês, deixando de lado interesses pessoais pelo coletivo. Isso precisa ser exaltado”, reforçou.

Uma das agraciadas foi a pastora Ilma Ferreira do Nascimento, de Anápolis, que possui uma responsabilidade dobrada em manter o histórico de liderança feminina de sua família, já que é filha da pastora Eva Carillho Ferreira. “Desde criança eu acredito que já fui chamada. Porque eu sempre me envolvi em obras sociais e ainda com 10 anos de idade e eu já participava na igreja, ajudando as pessoas. E aquilo pra mim foi um chamado. O que nos fortalece é você conhecer a palavra. A palavra que transforma, que liberta o homem, que nos traz esperança e fortalece (…) Em meio a tantas dificuldades, é isso que nos sustenta”, finaliza.

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