Como era de se esperar, o discurso do governador, Ronaldo Caiado (UB), em evento que marcou a abertura da Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), nesta manhã (27), foi cheio de polêmicas. O gestor invocou o passado e sua ‘ficha limpa’ para amenizar a situação.
Até mesmo o vice, Daniel Vilela (MDB), quando aventou a possibilidade de Caiado concorrer à Presidência da República fez nascer vaias vindas da plateia, que se não foram unânimes e estrondosas, também não se pode dizer que tenham sido imperceptíveis.
Em meio ao evento, um presente lançou um ‘traíra’, fazendo referência à taxação do Agro, medida polêmica e sancionada pelo Governo Caiado no fim de 2022, como forma de compensar as perdas do ICMS.
Acuado, o experiente político saiu da pauta tributária e tentou diminuir o calor do momento com um discurso moralista. “Podem não concordar, posso ser contestado, mas nunca fui criticado por corrupção”, disse, sem gerar muita empolgação.
Em outra oportunidade, Caiado invocou o passado e pediu para que a classe produtiva não foque apenas para o que acontece agora, mas por tudo que ele já fez para o setor.
“Não me julguem por um gesto, me julguem pela minha história”, enfatizou Caiado. O ‘gesto’ citado é a chamada “taxa do Agro”, que já rendeu aos cofres do estado cerca de R$ 212 milhões, no último dia 20. O dinheiro é relativo à produção de janeiro e fevereiro no estado.
A previsão anual estima a retirada de circulação de um total de R$ 1,2 bilhão, que o governador promete reverter em infraestrutura logística para aumentar a competitividade da produção agropecuária goiana.
A TV Brasil Central, canal oficial do Governo do Estado de Goiás no Youtube, fez a transmissão ao vivo da solenidade de abertura com mais de 1h47m de veiculação da TecnoShow, mas estranhamente não exibiu o momento em que o governador discursaria.
Em outro vídeo postado, quando o governador atendia a imprensa, no mesmo evento, ele surge falando e novamente ressalta seu histórico de serviços prestados e lutas em prol dos produtores rurais, inclusive em defesa da propriedade privada.
“O Governo de Goiás é um governo que de maneira nenhuma admite que o produtor rural seja admoestado e que o direito de propriedade não seja preservado. Até porque essa luta vem de longa data, que eu encabecei em 1986, e ela consta na Constituição Brasileira para dar a tranquilidade que o produtor precisa ter para continuarmmos avançando”, declarou.