EM BUSCA DE EFICIÊNCIA

Avança na Alego pacote de 'estadualização' de estradas do interior

Nem todos os projetos especificam a extensão a ser estadualizada. Oito deles detalham essa distância, totalizando 177 km de estradas

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A medida, de certa maneira, é polêmica, haja vista que impactará o orçamento estadual e pode ser vetada.

Tramitam na Assembleia Legislativa de Goiás 11 projetos de lei que visam a estadualização de trechos rodoviários pertencentes a municípios do interior. São proposições de autoria de sete deputados estaduais. Duas das propostas foram apresentadas em 2023, três foram desarquivadas este ano por seus autores e o restante em trâmite contínuo desde anos anteriores.

Para uma maior eficiência, surgiu em plenário a proposta de unificar os 11 projetos em trâmite na Casa. As estradas a serem estadualizadas são vicinais – aquelas localizadas em área rural e em geral sem asfaltamento. Na maioria dos casos, são vias que abrangem dois municípios e, em pelo menos um dos seus extremos, conectam-se a uma estrada hoje já estadual.

Nem todos os projetos especificam a extensão a ser estadualizada. Oito deles detalham essa distância, totalizando 177 km de estradas – média de pouco mais de 22 km por projeto. Os parlamentares elencam como justificativas para a estadualização dos trechos as condições precárias de trafegabilidade; custos de manutenção ou melhorias, além da capacidade financeira dos municípios. Também apontam fluxo intenso de carros e caminhões; diminuição de longos tempos de percurso; e melhoria das economias locais.

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Goiás passou a ter uma extensão maior de rodovias pavimentadas do que não pavimentadas em 2006. As pavimentadas atingiram então 9.079 quilômetros, cerca de 200 a mais do que as não pavimentadas. No ano passado, o total de rodovias pavimentadas subiu para 11.918 quilômetros.

A possibilidade de que trechos passem da gestão municipal para a estadual existe em Goiás desde outubro de 2014, com a Lei no 18.662. Nela é estabelecido que o município requerente deve expor os motivos que justifiquem a transferência dos trechos, elencar os benefícios de se incorporá-los à malha rodoviária estadual e autorizar a transferência por lei municipal.

Isso feito, o município pode encaminhar um pedido administrativo à Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) ou buscar a estadualização via projeto de lei na Alego. Em qualquer um dos casos, haverá um parecer técnico da Goinfra a respeito da solicitação.

Vetos

O governo já vetou projetos de estadualização dos trechos municipais, sob orientação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), afirmando haver vício de iniciativa por se tratar de matéria pertinente ao Executivo.

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Já houve, porém, pelo menos quatro casos em que propostas de estadualização de rodovias municipais que receberam a sanção do Governo do Estado. No fim das contas, vale a política. Há ainda a chance de rejeição do veto do Executivo por parte dos deputados, quando os vetos voltam para a Assembleia.

“Surgiu um debate grande aqui dentro [da Alego, sobre a estadualização], mas nós da base do Governo queremos um diálogo amistoso, debater qual projeto manter, qual descartar”, diz deputado Wagner Neto (Solidariedade), que teve dois projetos vetados. Segundo o parlamentar, é preciso conseguir “avaliação técnica da Goinfra” a respeito do tema.

Além de Wagner Neto, são autores de projetos de estadualização que tramitam na Alego os deputados Amilton Filho (MDB), Bruno Peixoto (UB), Issy Quinan (MDB), Talles Barreto (UB), Virmondes Cruvinel (UB), além do ex-deputado Álvaro Guimarães.

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Vivian lidera sessão e concede honraria a pastores evangélicos de Goiás

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A exemplo do que já havia feito em 2023, a deputada estadual, Vivian Naves (PP), aprovou sessão solene extraordinária na Assembleia Legislativa de Goiás – ALEGO para homenagear dezenas de pastores e pastoras com relevantes serviços prestados no estado. O evento, ocorrido nesta segunda-feira (30), entregou o Certificado do Mérito Legislativo a 60 líderes religiosos.

Em sua fala, a deputada ressaltou que todo o esforço que o Poder Público fizer em prol de reconhecer o trabalho das instituições religiosas para a sociedade ainda lhe parecerá pouco. Vivian reforçou que nada melhor do que em um espaço democrático como é da ALEGO para eternizar o nome de vários homens e mulheres de Deus que entregam suas vidas para cuidar do próximo.

“Os pastores são, antes de tudo, líderes espirituais, guiando com amor, sabedoria e dedicação os fiéis que buscam refúgio e orientação em suas palavras e exemplos. Mas não apenas isso. Sabemos que, além de pastores, muitos de vocês são também conselheiros, amigos, pais e mães espirituais, que oferecem conforto em tempos de dor e esperança em momentos de dificuldade”, enfatizou a parlamentar.

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Vivian valorizou as profundas raízes cristãs do estado de Goiás e analisou que agora, mais do que qualquer outro momento recente, os desafios sociais e morais que se impõem às famílias têm ressaltado ainda mais a importância da orientação da palavra de Deus, sendo os pregadores do evangelho as vozes firmes que estruturam a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.

“As pregações de muitos que aqui estão ultrapassam as paredes das igrejas, transformando lares, comunidades e cidades inteiras, promovendo o bem-estar espiritual e social de nosso povo. Esta homenagem não é apenas um gesto simbólico, mas um reconhecimento real e merecido de todos os esforços e sacrifícios feitos por vocês, deixando de lado interesses pessoais pelo coletivo. Isso precisa ser exaltado”, reforçou.

Uma das agraciadas foi a pastora Ilma Ferreira do Nascimento, de Anápolis, que possui uma responsabilidade dobrada em manter o histórico de liderança feminina de sua família, já que é filha da pastora Eva Carillho Ferreira. “Desde criança eu acredito que já fui chamada. Porque eu sempre me envolvi em obras sociais e ainda com 10 anos de idade e eu já participava na igreja, ajudando as pessoas. E aquilo pra mim foi um chamado. O que nos fortalece é você conhecer a palavra. A palavra que transforma, que liberta o homem, que nos traz esperança e fortalece (…) Em meio a tantas dificuldades, é isso que nos sustenta”, finaliza.

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