SUPOSTO CRIME DE RACISMO

AGU determina estudo de medidas jurídicas contra falas de Gustavo Gayer

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O deputado federal, Gustavo Gayer (PL). Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O advogado-geral da União, Jorge Messias, decidiu tomar medidas legais imediatas contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL) devido a suspeitas de crime de racismo. A determinação foi feita à Procuradoria-Geral da União (PGU) após uma reunião realizada na tarde de quarta-feira (8) com a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

As declarações de Gayer foram proferidas durante um episódio de um podcast e trechos da gravação viralizaram ao longo da semana.

Durante a conversa, um dos apresentadores afirmou que o QI da população africana seria inferior ao de macacos. Gayer acrescentou, afirmando que a suposta falta de capacidade cognitiva influencia o surgimento de regimes totalitários e que a democracia não prospera na África devido à suposta baixa capacidade cognitiva da população.

“Sabia que tem macaco com QI de 90? O QI na África é de 72. Não dá para a gente esperar alguma coisa da nossa população. […] Democracia não prospera na África, por quê? Para você ter democracia você tem que ter o mínimo de capacidade cognitiva”, disse Gayer.

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Além disso, o deputado fez críticas à população brasileira, sugerindo que a vitória do presidente Lula nas eleições de 2022 estaria ligada a eleitores burros. Para Messias e Anielle Franco, essas declarações são inadmissíveis e vão contra o compromisso democrático da igualdade racial no Brasil.

Após análise jurídica, a AGU e o Ministério da Igualdade Racial irão anunciar os próximos passos a serem tomados diante das declarações do deputado. O estudo das medidas jurídicas cabíveis tem o objetivo de responsabilizar Gayer por suspeitas de crime de racismo e assegurar a punição adequada caso sejam comprovadas as infrações.

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Vivian lidera sessão e concede honraria a pastores evangélicos de Goiás

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A exemplo do que já havia feito em 2023, a deputada estadual, Vivian Naves (PP), aprovou sessão solene extraordinária na Assembleia Legislativa de Goiás – ALEGO para homenagear dezenas de pastores e pastoras com relevantes serviços prestados no estado. O evento, ocorrido nesta segunda-feira (30), entregou o Certificado do Mérito Legislativo a 60 líderes religiosos.

Em sua fala, a deputada ressaltou que todo o esforço que o Poder Público fizer em prol de reconhecer o trabalho das instituições religiosas para a sociedade ainda lhe parecerá pouco. Vivian reforçou que nada melhor do que em um espaço democrático como é da ALEGO para eternizar o nome de vários homens e mulheres de Deus que entregam suas vidas para cuidar do próximo.

“Os pastores são, antes de tudo, líderes espirituais, guiando com amor, sabedoria e dedicação os fiéis que buscam refúgio e orientação em suas palavras e exemplos. Mas não apenas isso. Sabemos que, além de pastores, muitos de vocês são também conselheiros, amigos, pais e mães espirituais, que oferecem conforto em tempos de dor e esperança em momentos de dificuldade”, enfatizou a parlamentar.

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Vivian valorizou as profundas raízes cristãs do estado de Goiás e analisou que agora, mais do que qualquer outro momento recente, os desafios sociais e morais que se impõem às famílias têm ressaltado ainda mais a importância da orientação da palavra de Deus, sendo os pregadores do evangelho as vozes firmes que estruturam a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.

“As pregações de muitos que aqui estão ultrapassam as paredes das igrejas, transformando lares, comunidades e cidades inteiras, promovendo o bem-estar espiritual e social de nosso povo. Esta homenagem não é apenas um gesto simbólico, mas um reconhecimento real e merecido de todos os esforços e sacrifícios feitos por vocês, deixando de lado interesses pessoais pelo coletivo. Isso precisa ser exaltado”, reforçou.

Uma das agraciadas foi a pastora Ilma Ferreira do Nascimento, de Anápolis, que possui uma responsabilidade dobrada em manter o histórico de liderança feminina de sua família, já que é filha da pastora Eva Carillho Ferreira. “Desde criança eu acredito que já fui chamada. Porque eu sempre me envolvi em obras sociais e ainda com 10 anos de idade e eu já participava na igreja, ajudando as pessoas. E aquilo pra mim foi um chamado. O que nos fortalece é você conhecer a palavra. A palavra que transforma, que liberta o homem, que nos traz esperança e fortalece (…) Em meio a tantas dificuldades, é isso que nos sustenta”, finaliza.

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