A PROMOTORES E PROCURADORES

MPGO regulariza penduricalho de até R$ 11,8 mil

O novo ‘abono compensatório’ passa a ser pago a partir de abril, com retroativos a partir de setembro de 2020

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Instituição não informou o quanto o novo benefício impactará os cofres públcos, mas admitiu que alguns passarão a linha do 'teto do funcionalismo', em virtude do caráter indenizatório do abono. FOTO - João Sérgio Araújo/Ascom MPGO

Promotores e procuradores do estado de Goiás, que ganham em média salários acima dos R$ 30 mil, passam a contar agora com um novo dispositivo de renda extra dentro dos seus contracheques que pode resultar em até R$ 11,8 mil por mês.

A justificativa para o ‘penduricalho’, como é chamado os valores agregados a salários, muito comumente presentes no Ministério Público e Judiciário brasileiro, é de ‘acúmulo de trabalho’, o que vai alcançar até mesmo quem esteja cumprindo licença ou férias.

Os valores, contudo, não passarão simplesmente a serem pagos a partir de agora, ou seja, de abril em diante, mas garantido aos servidores de elite com pagamentos retroativos desde setembro de 2020, o que fatalmente elevará o ganho mensal de muitos acima do teto do funcionalismo no Brasil, hoje de R$ 39,3 mil. Todavia, como o novo benefício tem caráter ‘indenizatório’, ele não entra no cálculo.

Segundo explica o Ministério Publico do Estado de Goiás – MPGO, o chamado ‘abono compensatório’ é uma determinação do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP para dar paridade de recebimento aos promotores e procuradores em relação a membros do Judiciário, que já recebem o mesmo desde o segundo semestre de 2020, por isso o retroativo.

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Reportagem do Estado de SP, entretanto, denuncia que o abono do MP vai além do que é concedido a magistrados, que possuem como base de cálculo do extra processos judiciais. No caso de promotores e procuradores, até mesmo atos administrativos e extrajudiciais entram na conta, o que impede uma visualização mais concreta do que seria, de fato, um acúmulo.

O MPGO não informou, até o momento, o quanto o novo ‘abono compensatório’ impactará os cofres públicos, mas explicou que ele será calculado como pagamento de uma folga que deveria ser dada aos promotores e procuradores a cada três dias trabalhados.

Os servidores podem, de agora em diante, com o benefício, transformar a folga em pecúnia, ou seja, pagamentos por diária. Como cada um pode ter até 10 folgas por mês, isso representará um agregado financeiro mensal de até 1/3 do atual salário.

Na instituição, o promotor substituto é o que menos recebe, com pagamento de R$ 28,8 mil, já os procuradores possuem ganhos de R$ 35,4 mil. Desta maneira, o benefício vai variar de algo em torno de R$ 960,00, que representa uma diária (1/30) de um promotor substituto, até R$ 11,8, o que seria 10 dias de indenização aos procuradores (10/30).

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Ainda segundo o divulgado pelo MPGO, porém, o novo procurador-geral, Cyro Terra Peres, que tomou posse no início do mês, não autorizará mais do que cinco diárias indenizadas por mês, em virtude do orçamento já estabelecido para 2023.

 

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Caiado cancela presença em evento de Álvaro Machado e escancara crise na campanha

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O governador Ronaldo Caiado (UB) desistiu de participar de uma carreata do candidato à reeleição em Barro Alto, Álvaro Machado (MDB), realizada na manhã desta quarta-feira, 2. Embora um banner com o anúncio da presença de Caiado tenha sido divulgado nas redes sociais de Álvaro, o governador não compareceu.

Estiveram presentes apenas o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que fez uma breve participação, e uma das filhas de Caiado, o que, para muitos, evidenciou a distância que o governador vem mantendo da campanha de Álvaro Machado nas últimas semanas. Nos bastidores, a explicação é clara: a arrancada de Robertinho Lucena (PP) nas pesquisas recentes tem mudado o cenário eleitoral de Barro Alto, colocando em xeque a reeleição de Álvaro.

A pesquisa eleitoral mais recente, realizada pelo Instituto Lupa Pesquisas, revelou um cenário de empate técnico entre os dois candidatos. Álvaro Machado, que liderava com folga há pouco mais de um mês, agora aparece com 45,28% das intenções de voto na pesquisa estimulada, enquanto Robertinho Lucena saltou para 41,24%. A margem de erro de 5 pontos percentuais coloca os dois tecnicamente empatados.

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A mudança no cenário eleitoral é apontada como o principal motivo para a ausência de Ronaldo Caiado na carreata de Álvaro, segundo lideranças locais. O governador, que é conhecido por sua habilidade em calcular os cenários políticos, teria decidido se afastar de uma campanha que já não parece ser tão segura quanto antes.

Em agosto, a situação parecia muito mais confortável para o atual prefeito. Naquele momento, Álvaro liderava as pesquisas com 58,7% das intenções de voto, enquanto Robertinho tinha apenas 22,6%. No entanto, a estratégia de campanha de Robertinho, focada em propostas de revitalização da cidade, melhoria da saúde e infraestrutura, tem ganhado força entre os eleitores, especialmente aqueles que desejam uma mudança na administração municipal.

Outro fator que tem pesado na decisão de Caiado em se distanciar é o crescente índice de rejeição de Álvaro. Na pesquisa mais recente, 23,18% dos eleitores afirmaram que não votariam no atual prefeito de jeito nenhum. O dado indica que, além de perder terreno nas intenções de voto, Álvaro também tem enfrentado dificuldades em reconquistar parte do eleitorado que o apoiava anteriormente. O levantamento da Lupa Pesquisas foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-01720/2024.

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