O Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), passou como um caminhão por cima do senador goiano, Jorge Kajuru (PSB), e emplacou a suplente, senadora em exercício, Ana Paula Lobato (PSB), na vaga do partido para compor a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – CPMI dos atos do dia 8 de janeiro.
O próprio Kajuru assumiu ao site Mais Goiás que queria muito participar e já se preparava para isso, quando do Planalto chega a ordem expressa para acomodar Ana Paula na cadeira. Conhecido por ser ‘indomável’ e ‘imprevisível’, Kajuru não transpira a confiança que o Governo Lula entende ser necessária debate que chamará atenção do Brasil todo.
O entendimento é que, embora tenha reconhecida oratória, o goiano não teria problema em ‘virar a casaca’ no meio do debate, caso algum fato apontasse a conveniência nesse sentido. Diante dessa análise, Dino e o próprio Lula preferiram a suplente, que vai ler exatamente na cartilha que a situação definir como defesa em meio aos embates.
Como não poderia deixar de ser, contudo, Kajuru esperneou. “Eu queria ocupar, pois defendo que ela seja independente, investigativa e sem revanchismo. O ministro da Justiça não me escolheu, mas a suplente dele. Gosto muito dela e vou ajudá-la, mas o ministro errou, pois quem escolhe é o líder da bancada, que sou eu”, esbravejou.
A disposição dos trabalhos e esclação dos membros da CPMI será formada pelo bloco Resistência (PT, PSB, PSD, Rede), que tem direito a seis vagas, mesmo número do grupo Democracia (PDT, MDB. PSDB, Podemos, Rede, União). Há ainda o bloco Vanguarga (PL, Novo), com duas vagas, e o Aliança (PP, Republicanos), que também possui duas vagas.