COMEÇOU MAL

Major precisa estudar mais sobre Anápolis e eleições municipais

Após naufragar na busca pelo Governo de Goiás, Vitor Hugo aventa possibilidade de disputar a Prefeitura de Anápolis, mas erra no tom

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O bolsonarista tratou da possível candidatura em momento inoportuno, diante de conveniência familiar, e complica discurso. FOTO - REUTERS/Adriano Machado

Há pouco tempo atrás, Major Vitor Hugo (PL) era líder do Governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados e ocupou, por um bom tempo, a prateleira de cima, ou seja, o protagonismo do debate político nacional.

Com apenas um mandato de deputado federal no currículo, o então parlamentar ‘cresceu o olho’ e já imaginou que dava pra desbancar Ronaldo Caiado (UB) e suas décadas de experiência na política de Goiás, tirando dele o Palácio das Esmeraldas.

Deu a lógica, Caiado ganhou no 1º turno, em 2022, e Vitor Hugo amargou a terceira colocação e acabou sem mandato, um erro imperdoável para um político em boa fase. Apenas pouco mais de 14% dos votos goianos acharam que estava na hora dele ser governador.

O que deveria ter sido uma lição, ou seja, um choque de realidade, parece que não foi bem assimilado pelo jovem político, prestes a completar 46 anos de idade.

Em virtude da transferência de sua esposa, juíza de Direito no estado, para a comarca de Anápolis (MT), o deputado foi à imprensa e sinalizou claramente que, diante da nova conveniência geográfica e familiar, está inclinado a buscar o cargo de prefeito da cidade.

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Caso realmente se viabilize politicamente e venha à disputa, o Major precisará urgentemente afinar o discurso, estudar sobre Anápolis e afastar totalmente o estigma que ele próprio está criando de que a maior cidade do interior de Goiás pode ser o seu ‘hotel eletivo’.

Inegavelmente um eventual apoio de Jair Bolsonaro (PL), se ele tiver condições judiciais até lá para tanto, pode fortalecer o Major, até porque o ex-presidente fez mais de 70% dos votos válidos no segundo turno na cidade.

Todavia, a transferência de votos de Bolsonaro não é uma equação exata, prova disso foi a vitória absoluta de Caiado no primeiro turno, em solo anapolino, com mais do que o dobro de apoios nas urnas conseguidos por Vitor Hugo.

Talvez o próximo período eleitoral ensine ao Major que o parâmetro ‘conceitual’, que faz muito sentido em eleições presidenciais e para o parlamento estadual e federal, não seja tão definidor assim quando o assunto é o debate municipal.

É fundamental mostrar amor e conhecimento sobre a cidade, bem como ter história de serviços prestados para fugir do grave rótulo de ‘aventureiro’, e isso não somente em Anápolis.

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Quem já disputou uma eleição para prefeito, ou mesmo para vereador, narra sem medo de errar que talvez sejam os principais desafios para um político. As armadilhas são mais perigosas do que em qualquer outro ringue político. Uma frase mal colocada e o prejuízo pode ser irrecuperável.

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Extraordinário

Durante sessão, cachorro urina no plenário da Alego

Enquanto o animal se aliviava no carpete, criando um complexo problema para o pessoal da limpeza, petista e bolsonarista batiam boca

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Quem viu a cena ironizou que talvez fosse um protesto do animalzinho diante do que via em plenário.

Um cachorro vira-lata conseguiu vencer as restrições de entrada e exigências formais para se ter acesso às poltronas laterais do plenário da Assembleia Legislativa de Goiás – Alego e talvez tenha decidido ‘protestar’ em relação ao que via no palco legislativo urinando no local. A situação inusitada ocorreu na tarde desta quarta-feira (18), durante a sessão.

Enquanto o animal se aliviava no carpete, criando um complexo problema para o pessoal da limpeza, o petista Mauro Rubem (PT) e o bolsonarista Amauri Ribeiro (UB), como já tinha sido semana passada quando quase foram às vias de fato, novamente batiam boca no parlamento.

QUE CACHORRADA!

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