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Em rede nacional, Caiado critica reforma tributária e lembra perda para municípios

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O Senado Federal deve reunir, nesta terça-feira (29), grande parte dos 27 governadores das Unidades Federativas do Brasil para discutir o texto da Reforma Tributária que tramita na Casa Legislativa. Um dia antes do encontro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), se manifestou contrário à nova regra fiscal.

Em entrevista ao programa Em Ponto, da GloboNews, o chefe do executivo goiano reiterou as críticas ao dizer que a reforma, proposta pelo economista Bernard Appy, é uma obra do achismo e que não possui qualquer simulação prática ou dados efetivos, apenas uma metodologia.

“O erro está exatamente na base da construção da reforma, não existe como um conselho federativo dizer onde se deve alavancar o fundo de desenvolvimento regional ou fundo de compensação”, criticou um dos pontos da reforma referente ao órgão que fará a gestão dos valores arrecadados e distribuirá para estados e municípios.

De acordo com Caiado, quem se beneficia com o texto aprovado na Câmara são as grandes indústrias do Sul e Sudeste, fortalecendo grandes “monopólios e oligopólios”. Segundo ele, esse “protecionismo” proposto aumenta as desigualdades regionais e ataca diretamente o bolso dos brasileiros.

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“Eu nunca ouvi falar de modernidade, em economia de mercado, em liberdade econômica, quando você coloca uma taxa única engessada do Amapá ao Rio Grande do Sul, como é que os estados vão desenvolver? Não existe cálculo”, ressaltou.

Durante a entrevista, o governador citou um estudo do Instituto Mauro Borges (IMB) que mostrou que, dos 248 municípios goianos, 102 teriam perdas consideráveis com a promulgação do texto atual. Entre eles está Anápolis que, de acordo com o levantamento, perderia cerca de R$ 50 milhões.

Outras cidades, grandes produtoras em diversos setores, desenvolvidos economicamente, perderiam recursos, como Rio Verde (R$ 147 milhões), Senador Canedo (R$ 68 milhões), Jataí (R$ 54 milhões), Chapadão do Céu (R$ 38 milhões), São Simão (R$ 36 milhões), Barro Alto (R$ 37 milhões), Alto Horizonte (R$ 35 milhões) e Ipameri (R$ 24 milhões).

Municípios com altos índices populacionais, como Goiânia e Aparecida de Goiânia, sairiam ganhando R$ 149 milhões e R$ 60 milhões, respectivamente. Outros, pouco desenvolvidos economicamente, em especial na região do Entorno de Brasília, também seriam beneficiados, como Águas Lindas de Goiás (R$ 113 milhões), Valparaíso de Goiás (R$ 91 milhões), Novo Gama e Luziânia (R$ 52 milhões).

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Caiado cancela presença em evento de Álvaro Machado e escancara crise na campanha

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O governador Ronaldo Caiado (UB) desistiu de participar de uma carreata do candidato à reeleição em Barro Alto, Álvaro Machado (MDB), realizada na manhã desta quarta-feira, 2. Embora um banner com o anúncio da presença de Caiado tenha sido divulgado nas redes sociais de Álvaro, o governador não compareceu.

Estiveram presentes apenas o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que fez uma breve participação, e uma das filhas de Caiado, o que, para muitos, evidenciou a distância que o governador vem mantendo da campanha de Álvaro Machado nas últimas semanas. Nos bastidores, a explicação é clara: a arrancada de Robertinho Lucena (PP) nas pesquisas recentes tem mudado o cenário eleitoral de Barro Alto, colocando em xeque a reeleição de Álvaro.

A pesquisa eleitoral mais recente, realizada pelo Instituto Lupa Pesquisas, revelou um cenário de empate técnico entre os dois candidatos. Álvaro Machado, que liderava com folga há pouco mais de um mês, agora aparece com 45,28% das intenções de voto na pesquisa estimulada, enquanto Robertinho Lucena saltou para 41,24%. A margem de erro de 5 pontos percentuais coloca os dois tecnicamente empatados.

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A mudança no cenário eleitoral é apontada como o principal motivo para a ausência de Ronaldo Caiado na carreata de Álvaro, segundo lideranças locais. O governador, que é conhecido por sua habilidade em calcular os cenários políticos, teria decidido se afastar de uma campanha que já não parece ser tão segura quanto antes.

Em agosto, a situação parecia muito mais confortável para o atual prefeito. Naquele momento, Álvaro liderava as pesquisas com 58,7% das intenções de voto, enquanto Robertinho tinha apenas 22,6%. No entanto, a estratégia de campanha de Robertinho, focada em propostas de revitalização da cidade, melhoria da saúde e infraestrutura, tem ganhado força entre os eleitores, especialmente aqueles que desejam uma mudança na administração municipal.

Outro fator que tem pesado na decisão de Caiado em se distanciar é o crescente índice de rejeição de Álvaro. Na pesquisa mais recente, 23,18% dos eleitores afirmaram que não votariam no atual prefeito de jeito nenhum. O dado indica que, além de perder terreno nas intenções de voto, Álvaro também tem enfrentado dificuldades em reconquistar parte do eleitorado que o apoiava anteriormente. O levantamento da Lupa Pesquisas foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-01720/2024.

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