Enquanto muita gente acha que o atual vice-governador, Daniel Vilela (MDB), está com um futuro mais que garantido pela frente, com a chance real de disputar com favoritismo a chefia do Palácio das Esmeraldas, em 2016, inclusive com o apoio da máquina e do próprio Ronaldo Caiado (UB), a realidade pode ser bem menos brilhante que essa.
Durante os dias que está à frente do Governo do Estado, com a viagem do titular para Londres, Daniel tem preenchido a agenda com atos políticos e partidários. Foi assim, por exemplo, que fez questão de chamar o ex-prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (Patriota), pra conversar, nesta semana, além de um encontro Ana Paula Rezende (MDB), cotada a concorrer ao cargo de prefeita da capital, em 2024.
Apesar de correligionária de Daniel, a filha do folclórico Iris Rezende é muito mais próxima de Caiado do que de Vilela. Neste prisma, sua vitória no ano que vem significaria muito mais um ganho de força do governador que propriamente do atual líder estadual do MDB. Ter sua imagem mais ligada a Ana Paula, neste sentido, justifica e muito o movimento de Vilela, nesta sexta-feira (5).
Ainda na mesma ideia, de garantir-se como o cacique de fato e de direito do partido, encaixa perfeitamente a Daniel a reforma dos laços com Mendanha, sobretudo se isso culminar em seu retorno ao MDB. O mesmo vale para o cortejo do deputado federal, José Nelto (PP), outro que tambem estaria inclinado a voltar para a sigla.
Vilela está atento e sabe muito bem que mais importante do que ser líder no papel é ter essa autoridade prática junto aos comandados.